6 motivos para conhecer o Parque Nacional do Catimbau

6 motivos para conhecer o Parque Nacional do Catimbau

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Se você gosta de história e de viajar para lugares ainda pouco explorados no Brasil está na hora de arrumar as malas e visitar o Parque Nacional do Catimbau, em Pernambuco. Situado a menos de 300 km de Recife, o local tem 62.300 hectares e se estende ao longo de três municípios: Ibimirim, Tupanatinga e Buíque, sendo este último o principal acesso ao parque.

Apesar do lugar impressionar por sua grandiosidade, beleza e história, é ainda um dos parques nacionais menos visitados no país. Para os amantes de ecoturismo e mochileiros que adoram viajar para lugares pouco explorados é um prato cheio. O Parque Nacional do Catimbau é bonito o ano todo, mas a melhor época para visitá-lo é na estação chuvosa, no período de dezembro a junho, quando a caatinga está exuberante.

O Guichê Virtual selecionou 6 motivos (dos outros muitos) pelos quais você deveria visitar o Parque Nacional do Catimbau. Confira!

1 – É considerado o segundo maior parque arqueológico do Brasil, ficando atrás somente da Serra da Capivara, no Piauí. Isso mesmo, o Parque Nacional do Catimbau tem 27 sítios arqueológicos com pinturas rupestres estimadas em até 6 mil anos de idade. O lugar é uma grande vitrine de expressões da nossa pré-história. Um dos sítios arqueológicos mais populares do parque é o de Alcobaça, pois concentra um conjunto rico de grafismos rupestres, feitos por diferentes grupos étnicos de épocas também distintas.

Pinturas Rupestres, Parque Nacional do Catimbau

2 – O Parque Nacional do Catimbau tem aproximadamente duas mil cavernas e 28 cavernas-cemitério dos primeiros habitantes da região. Pode parecer um pouco macabro essa história de cavernas-cemitério, mas elas revelam muito sobre nossa própria história e evolução. Pesquisadores acreditam que os antigos habitantes do parque eram grupos do Período Holoceno, civilização anterior ao desenvolvimento da agricultura, que moravam em cavernas.

3 – Quer entender a real beleza de uma área de caatinga, bioma exclusivamente brasileiro? Vá ao Parque Nacional do Catimbau! O local, situado entre o agreste e o sertão pernambucano, preserva uma das últimas áreas da caatinga do Brasil.

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4 – Você pode fazer várias trilhas que, em sua maioria, têm baixo grau de dificuldade. Essas trilhas levarão você aos grandes monumentos de pedra e aos sítios arqueológicos do parque. Há muitas opções, mas a disponibilidade para fazê-las pode variar, dependendo principalmente de condições climáticas. O viajante pode contar com a ajuda de uma associação de guias locais, que fica na Vila do Catimbau, em Buíque.

Parque Nacional do Catimbau, Pedra Furada

5 – Conhecer a Pedra Furada, um dos mais famosos pontos turísticos do Parque Nacional do Catimbau. Acredita-se que há muitos milhares de anos o local onde fica a Pedra Furada era todo coberto pelo oceano. A pedra teria ganhado o furo a partir da erosão causada pela água das chuvas e pelo vento. Incrível, não?!

6 – Além do Parque Nacional do Catimbau, você pode conhecer melhor a cidade que abriga a principal porta de entrada para o parque: Buíque. Isso não deve levar muito tempo, pois a cidadezinha de 12 mil habitantes é bem pequenina, mas muito charmosa e repleta de gente encantadora. O município tem em sua história uma curiosidade muito interessante: o escritor Graciliano Ramos, autor de Vidas Secas, viveu dos dois aos sete anos de idade em Buíque. Muito possivelmente, a cidade e o parque inspiraram Graciliano a escrever posteriormente um dos romances mais importantes da literatura brasileira.

Quanto custa?
A entrada é gratuita.

Como chegar?
De ônibus: saindo do terminal rodoviário de Recife, você pode viajar pela Viação Cruzeiro. A empresa de ônibus oferece horários diariamente para Buíque, cidade onde está situado o principal acesso ao parque.

De carro: se você está partindo de Recife deve seguir pela BR-232 até Arcoverde. Depois pela PE-270 até chegar em Buíque, seguindo para a vila do Catimbau.

Já foi para o Parque Nacional do Catimbau? Conta pra gente nos comentários ou escreva para [email protected] e compartilhe com o Brasil sua viagem!

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