Vale do Jequitinhonha: destino perfeito para mochileiros

Vale do Jequitinhonha: destino perfeito para mochileiros

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O Vale do Jequitinhonha é uma mesorregião do nordeste de Minas Gerais, formada por cerca de 50 cidadelas. É uma região que merece o alerta dos mochileiros de plantão, sobretudo para colocar na lista de lugares pitorescos brasileiros para se conhecer.

Quem visita o local vai se surpreender com as paisagens sertanejas, misturadas com um pouco de vegetação do cerrado, que lembram o sertão da Bahia, pela proximidade dos estados. Ainda vale ressaltar que todo o nordeste mineiro é cortado pelo rio Jequitinhonha, que ajuda a compor a paisagem do vale.

Entre as cidades que destacamos para você, mochileiro, iniciar o seu roteiro pelo Vale do Jequitinhonha estão as mineiras: Diamantina, São Gonçalo do Rio Preto e Almenara. Veja o que cada uma delas pode oferecer:

Diamantina (MG)

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A cidade tem vários atrativos naturais para os mochileiros que procuram trilhas e campings. A cachoeira do Sentinela é uma dessas opções. Ela fica no Parque Estadual do Biribiri, a 15 km de Diamantina. O Parque do Biribiri é permeado por pinturas rupestres e tem várias cachoeiras. No local ainda tem a vila de Biribiri, que tem o título de patrimônio histórico. A vila foi sede de uma das primeiras comunidades fabris do estado de Minas Gerais, por isso tem belas casinhas históricas e a igreja do local é um lugar que não deve ser passado sem um registro fotográfico.

Outro lugar legal para conhecer é a Gruta do Salitre, formada por ruínas, fendas e paredões, que tem cerca de 80 metros. Ele está localizado a 9 km de Diamantina. Esse local foi uma região de extrativismo mineral para a produção de pólvora, por conta disso houve alteração nos cursos dos rios que passavam por ali.

Além das belezas naturais, a cidade tem um centrinho histórico charmoso do período colonial brasileiro, que é bem procurado durante o carnaval por jovens e universitários. Um dos destaques é a casa em que viveu Chica da Silva (1763 e 1771) e a casa do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que hoje abriga objetos e memórias da família do governante. Sem contar o conjunto de igrejas construídas por escravos nos tempos áureos da mineração da cidade. Vale a caminhada pelo centro!

Informações úteis:

Parque do Biribiri: as agências locais para a visitação são a Associação de Guias e Condutores Locais (Asguitur), e-mail: [email protected]; Agência Minhas Reais, contatos: www.minhasgerais.com | [email protected]; ARM Turismo: www.armturismo.com.br | [email protected]

Gruta do Salitre: As visitas devem ser agendadas com o Instituto Biotrópicos, que fica na Praça Jk, 25, Centro.

Telefones: (38)3531-2197 /(38) 9986-7140 / (38) 8815-2418. E-mail: [email protected]

Saiba mais informações pelo site da prefeitura da cidade, clique aqui.

São Gonçalo do Rio Preto (MG)

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É uma pequenina cidade do Jequitinhonha que chama a atenção dos mochileiros pelo Parque Estadual do Rio Preto, um local com diversidade de cachoeiras e desenhos rupestres. A beleza natural do entorno do Parque é o que mais atrai os turistas, que se surpreendem com a rica fauna e flora da região.

Um dos destaques do parque são as cachoeiras do Crioulo e Sempre Viva. A vegetação do local é composta por paisagens de cerrado e campos de altitude, com diversas espécies como: monjolo, pau-pereira, candeia, sucupira, pau-d´óleo, peroba, ipê, araticum, carvalho, etc.

O local ainda é um reduto de espécies de animais que estão ameaçadas de extinção, como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira, o tatu canastra e a jaguatirica.

Informações úteis
Os mochileiros interessados em ficar no Parque devem fazer as reservas no camping com antecedência, pelo telefone da administração: (38) 9976-5621.

As visitas acontecem de terça-feira a domingo, das 7h às 17h.

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Almenara (MG)

A cidade de Almenara está localizada às margens do rio Jequitinhonha. Tem muita herança dos tempos coloniais por conta da extração massiva de ouro da região.

O que pode interessar aos mochileiros são as regiões rurais da cidade, que reservam paisagens diferentes do sertão mineiro e as ruínas das antigas fazendas coloniais, como a Fazenda dos Currais.

O local tem arquitetura de 1929 e um vasto acervo mobiliário e Sacro. Uma curiosidade é que foi a primeira fazenda da região do Jequitinhonha a ter energia hidráulica e foi um ponto de concentração da população local da época para saber informações sobre a Segunda Guerra Mundial.

Veja como chegar na região do Vale do Jequitinhonha:

A principal rodovia que leva ao Vale do Jequitinhonha e as cidades que compõem a região é a BR-116. Um “alerta aos mochileiros” de plantão é a saída pela rodoviária de Belo Horizonte.

Para mais informações sobre o turismo no Vale do Jequitinhonha, entre em contato com a Associação do Circuito Turístico do Vale do Jequitinhonha. Telefone: (33) 3741-1992. E-mail: [email protected]

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